sábado, 27 de novembro de 2010

Gilvam desvenda mistério do avião com dinheiro

Na última quarta-feira (24), o senador Gilvam Borges (PMDB) usou a tribuna do Senado Federal para falar sobre os ataques sofridos na imprensa nacional, envolvendo a antiga disputa entre ele e o ex-senador João Capiberibe (PSB).Gilvam foi mais além. Falou de tentativas de suborno, ameaças e, também, do misterioso caso do avião que pousou em Macapá com R$ 6 milhões às vésperas do segundo turno.

Acompanhe na integra o discurso:



“Senadores, senadoras
De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade. Esta frase preferida pelo ministro da propaganda nazista tornou-se um referencial para a necessidade de ser restabelecida a verdade quando uma mentira persiste em querer fixar-se.
Interromper a mentira enquanto há tempo é o que me obriga a assumir a tribuna, porque como diz a frase atribuída a Wilson Churchil, “a mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo da verdade ter oportunidade de se vestir”.
No mundo de hoje em que as notícias se espalham em velocidade inimaginável, integrado que estamos pela internet, é imprescindível que a verdade seja dita e repetida para se sobrepor à mentira.
Não é a primeira vez que o senhor Capiberibe utiliza veículos de comunicação com repercussão nacional e vale-se de amigos para exercer uma pretensa defesa da verdade, que ele criou para ocultar a obscura e verdadeira face do engodo e da mais espúria forma de galgar ao poder, numa democracia como a nossa, que é a compra de votos, agravada pela corrupção de compra de testemunhas.
O PSB mobiliza a sua tropa de choque disseminando as inverdades pregadas por Capiberibe. Vi esse filme e por ele esperava esse final. Os mesmos atores após cinco anos se apresentam novamente, para tentar reverter o irreversível. Ficha suja, cassado. Isso é fato. Isso, dando a inelegibilidade, computando os votos nulos, lamento profundamente em ver e estar assistindo como se fosse há cinco anos atrás.
As inverdades pregadas por Capiberibe continuam. É até compreensível na busca de ampliar a representação nesta Casa, mas as formas espúrias utilizadas para vencer as eleições estão provadas nos autos do processo que a qualquer custo teimam em querer destruir.
Não é a primeira vez que tentam desqualificar o recurso que resultou na cassação de seu mandato e, também, não é a primeira vez que tentam corromper as testemunhas do processo. Durante julgamento no TSE, o advogado dos Capiberibes, Antônio Vieira Neto, Jardel Nunes, ex-secretário do governo Capiberibe, e um militante do PSB, Maicon, lotados no gabinete de João Capiberibe no Senado, tentaram corromper as testemunhas do processo oferecendo R$ 20 mil para cada uma delas, caso mudassem seus depoimentos feitos em juízo. Diante da negativa, passaram a ameaça-las, inclusive de morte.
Na época, o procurador eleitoral e hoje procurador geral da República, Dr Roberto Monteiro Gurgel, emitiu parecer condenando a prática, exigindo urgência no julgamento para evitar que a pressão sobre as testemunhas continuassem.
A Polícia Federal investigou a ocorrência e o Ministério Público Estadual propôs a respectiva ação penal contra os asseclas de Capiberibe por crime tipificado no artigo 343 do Código Penal. O processo tramita na 1ª Vara Criminal da Comarca de Macapá. A única testemunha dos Capiberibes no processo de cassação foi favorecida por eles e nomeada assessora parlamentar no gabinete de Janete, na eminência de serem alcançados pela Lei Ficha Limpa. Novamente tentam publicar as versões criadas para favorecer os Capiberibes diante da opinião pública.
Um jornal publicou como matéria de capa no dia 17 deste mês a inexistência de uma testemunha bombástica. No dia seguinte, deu continuidade à matéria impondo credibilidade às informações prestadas por minha assessoria.
Na segunda tentativa de corrupção das testemunhas foi desmascarada ainda esta semana. Durante entrevista, uma jornalista amazonense enviada especialmente ao Amapá, pegou relato da tal testemunha bombástica que ofereceu as testemunhas e seus maridos, em nome de Capiberibe, a quantia de R$ 100 mil para que cada um deles mudassem os seus depoimentos na ação de compra de votos. Impossível. E agora, nas últimas tentativas de, através de matérias pagas e de mobilização, fazer de conta que não houve nenhum julgamento. O enfrentamento já está feito. É ficha suja sim. E nós, através do Ministério Público que tomou depoimento das testemunhas, sofreram constrangimento e foram vítimas do mesmo ato criminoso. Olha que não tem sido fácil. Acompanhamos, lutamos, tivemos uma votação grandiosa e um reconhecimento em todo o Amapá e fomos eleitos, proclamados pelo próprio TRE/AP.
E aí? O que está acontecendo? É um ataque fulminante ao projeto da Lei Ficha Limpa. Tentam reverter o irreversível e a lei deve prevalecer. A história registra e não nos esquecemos que durante os oito anos de governo Capiberibe, nomeou sua irmã para o cargo vitalício de conselheira do Tribunal de Contas do Estado, órgão que julgava as contas do seu governo. Capiberibe tirava preso da cadeia e levava para o Palácio, afrontando o Judiciário. Desrespeitava os Poderes e perseguia quem estivesse em seu caminho. Graças a Deus tive a felicidade de estar no meio do seu caminho, para servir ao meu Estado e deter a farsa e a perseguição. Assim estamos nessa grande luta.
O que ofereço ao Congresso já no meu terceiro mandato de senador da República é a minha ética, o meu coração aberto e a força de trabalho. Sou um homem honesto e justo, dentro das ações e representatividade do meu Estado. Agora, pasmem, não adiantou. Continua do mesmo jeito. As vésperas do segundo turno das eleições deste ano, uma aeronave oriunda de Pernambuco, Estado governado pelo PSB, foi apreendida pela Polícia Federal, transportando R$ 6 milhões em espécie. Jogo pesado. Compra, roubo, extorsão. E não temem. Temos informações de que a mesma aeronave, também, pousou no Aeroporto Internacional de Macapá no primeiro turno. Foi a campanha mais rica que o Amapá já viu. Mas, e aí, pousa de bom moço e tenta repetir o que já fez. Portanto, eu não poderia deixar de esclarecer a esta Casa, que alguns colegas, tanto da Câmara como do Senado, prestando serviço ao seu partido, desconhecem o processo.
Fatos lamentáveis quando ele diz no processo que foi cassado pela compra de dois votos. Mentira. Cinco mil e oitocentos votos. Está lá no processo. Só não poderiam chegar no Tribunal cinco mil e oitocentas testemunhas. Está lá no processo. Portanto, estamos firmes, revitalizados, espiritualmente bem sustentados pelo povo do Amapá e pela Justiça. Inelegíveis, votos nulos e assim, todos nós que respeitamos a democracia, estaremos sempre prontos para receber qualquer sanção dentro do processo legal devido. O TSE estará como corte justa a interpretar a lei e fazer com que ela se cumpra. Portanto, ao Amapá meus agradecimentos pela nossa votação. Meus agradecimentos e quero dizer que a partir de hoje estamos a postos para qualquer tipo de intervenção que possa ocorrer. A verdade precisa ser dita e acredito na Justiça e no povo amapaense, como também em Deus que tem me garantido boa saúde e inteligência para exercer minhas funções no Senado. Era o que eu tinha a dizer senhora presidenta e agradeço aos meus pares. Vocês podem sempre contar com o senador Gilvam Borges, o homem das sandálias. Muito obrigado!”.

O OUTRO LADO - Ontem, a reportagem entrou em contato com a assessoria de Camilo Capiberibe e de João Capiberibe, mas os mesmos não quiseram se pronunciar sobre o assunto

REFLEXÃO: Ame a vida


Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem? Salmo 34:12

Em 1908, na cidade de Berlim, um jovem pianista polonês, de 21 anos, chamado Arthur Rubinstein, estava sozinho, faminto, endividado, e sua carreira estava num impasse. Ele pensou que nada mais lhe restava a não ser o suicídio. O problema era como se matar. Ele não tinha arma, nem veneno, e a ideia de saltar pela janela lhe era repugnante. “Se fizer isso, talvez eu tenha de continuar vivendo com os braços e as pernas quebradas”, explicou ele.

Então resolveu enforcar-se com o cinto de seu roupão. Foi ao banheiro, subiu numa cadeira e amarrou uma ponta do cinto num gancho acima de sua cabeça. Daí amarrou a outra ponta em volta do pescoço e derrubou a cadeira com os pés. Mas o cinto, um tanto gasto, se rompeu e Rubinstein caiu pesadamente ao chão. Por algum tempo ele ficou ali caído, chorando. Depois foi ao piano e derramou seu coração na música. Mais tarde, na rua, ele viu o mundo como se tivesse nascido de novo. O famoso pianista jamais se esqueceu do que aquela experiência lhe ensinou: “Ame a vida”, disse ele, “na felicidade ou na tristeza, sem fazer exigências.”

Haveria alguma coisa melhor do que ter uma segunda chance de viver? Pois foi exatamente isso que Jesus deu ao Seu amigo Lázaro: uma nova vida. Lázaro havia adoecido e morrera. Mas não ressuscitou doente. Ressurgiu do túmulo com saúde e cheio de energia para viver mais alguns anos.

O fato de estarmos em Cristo e sermos Seus amigos não nos tornará imunes à doença e à morte, enquanto estivermos deste lado da eternidade. De vez em quando, teremos que tomar alguns goles do cálice da amargura. É importante salientar isso, porque muitos de nós vivemos tão protegidos que temos a sensação de que nada realmente ruim poderá nos sobrevir. E quando isso acontece, ficamos chocados, desesperados, e alguns nunca conseguem se recuperar.

Parece que as gerações que nos antecederam estavam mais preparadas para enfrentar os reveses da vida. Eles sabiam, por experiência própria, que a vida era dura e, às vezes, cruel. Por isso, se preparavam psicológica e espiritualmente para as dificuldades que pudessem vir. Nós, por outro lado, esperamos que a vida seja sem dor. E não nos preparamos para ver nossos sonhos destruídos. Talvez seja por isso que sejamos mais propensos à depressão do que nossos antepassados.

O fato de estarmos em Cristo não é um atestado de imunidade ao sofrimento. Mas significa que o mesmo Jesus que ressuscitou Lázaro pode nos dar nova vida, não só naquele grande dia, mas aqui e agora.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

PONTOS TURÍSTICOS DO AMAPÁ

FORTALEZA SÃO JOSÉ DE MACAPÁ

Encontramos por toda a Costa litorânea do Brasil e por todas as fronteiras terrestres, velhas fortificações, edificadas no período colonial.
Iremos sentir que essa Fortaleza é o símbolo de uma época remota, com as quais garantimos a existência desde o começo.
A Fortaleza de São José de Macapá, foi arquitetada no mesmo local da Fortaleza de Santo Antônio de Macapá. Foi idealizada devido a necessidade de afastar flibusteiros ingleses e holandeses, assegurando ainda a conquista definitiva do Rio Amazonas.
Assim o fizeram os governadores do Grão-Pará, João de Abreu Castelo Branco, em 5 de outubro de 1738, Francisco Pedro de Mendonça Gurjão, em 8 de março de 1749 e Francisco Xavier de Mendonça Furtado, em 1º de novembro de 1752, quando resolveu D. José I, Rei de Portugal e Brasil, aprovar o plano de organização da Companhia do Grão-Pará, idealizada em 4 de novembro de 1758 e a construção de uma poderosa fortificação.
Foi em 1764 que se tratou de levantar a planta da Fortaleza de São José de Macapá e dar princípio à construção. Em janeiro desse ano o Governador e Capitão-General Fernando da Costa de Athayde Teive foi à Vila de São José de Macapá, e, em companhia do Engenheiro Henrique Gallúcio e outros profissionais, astrônomos João Brunélli e Miguel Antônio Cícero, e os engenheiros Gaspar João Geraldo de Gronfelts, Domingos Sambucete e Antônio Laude, examinaram o terreno e aprovaram o plano da Fortaleza.
Ainda no mesmo ano, em 29 de junho, dia de São Pedro, lançou-se a primeira pedra no ângulo do baluarte sob a invocação deste santo, com o cerimonial do estilo, achando-se presente o Governador Athayde , o Coronel Nuno da Cunha de Athayde Verona, comandante  militar da praça, o engenheiro Gallúcio, o Senado
da Câmara e todas as autoridades civis, militares e religiosas da vila.
Considerado o mais belo, o mais imponente e o mais sólido monumento militar do Brasil no período colonial, a planta era do engenheiro Henrique  Antônio Gallúcio, estilo Vauban, de oitava classe, em quadrado e seus baluartes pentagonais nos vértices. A estes baluartes deu o governador os nomes de  Madre de Deus, São Pedro, Nossa Senhora da Conceição e São José. Em julho de 1766, achavam-se concluídos os baluartes de São Pedro, Nossa Senhora da Conceição e o terceiro em vias de conclusão.
Os engenheiros e técnicos que a construíram, enfrentaram grandes dificuldades na movimentação do terreno, na condução dos blocos de pedras, na edificação do monumento propriamente dita. Trabalharam durante dezoito anos até darem por concluída a empreitada gigantesca que iniciaram.
A Fortaleza de São José de Macapá é Patrimônio Histórico, tombado pelo
Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), sob o processo
nº 432/T/50, inscrição nº 269 no livro do Tombo Histórico em 22 de março de 1950.
Em 1997, o Governo do Estado do Amapá iniciou o processo de restauração da Fortaleza de São José de Macapá, estando atualmente em fase conclusiva das obras interiores.
A implantação de atividades educativas, científicas e de lazer nas dependências desta Fortificação são atividades necessárias para preservá-la e valorizá-la. Neste sentido, o uso público é o dado balizador para apropriação da herança patrimonial da humanidade.
POROROCA
 Pororoca, fenômeno natural produzido pelo encontro das correntes de maré com as correntes fluviais, no período de maresia ou sizígia durante as luas novas e cheias.
O fenômeno acontece quando as águas de maré crescente tentam invadir o estuário, no momento em que a massa fluvial se opõe com grande resistência. Como a água doce é mais leve, estende-se inicialmente a grande distância pelo mar e atrasa a onda de maré .Em determinado momento o mar vence, rompendo o equilíbrio, e a onda de maré cresce gigantesca, alimentada pelos ventos alísios, avançando pelo rio, cuja correnteza fica invertida.
O termo pororoca vem do Tupi Porórka, gerúndio de porórog que significa estrondar. O fenômeno apesar de ter maior amplitude no rio Amazonas, também ocorre nos rios que desembocam no golfo Amazônico e no litoral Amapaense.
Período de maior intensidade: época das chuvas, nos meses de Janeiro a maio e no mês de Setembro, durante as luas novas e cheias.
• Altura das ondas: três a seis metros;
• Duração da onda: 40 minutos
• Espaço percorrido: 30 Km por mais de uma hora e meia
• Área de ocorrência com maior intensidade: Próximo da Fazenda Redentor (margem direita) e o Sítio Paraíso (margem esquerda) até a Foz do Rio Araguari.
• Velocidade: aproximadamente 20 Km/h
• Freqüência: de 12 em 12 horas.
Acesso:
Rodoviário:
BR 156, com duração de 01h30 (Ferreira Gomes)
BR 156, com entrada no quilômetro 50
AP 070, através da Rodovia do Curiaú, com duração de 2 horas
Fluvial:
Voadeira, duração 6 a 8 horas, duração de 3 horas (Ferreira Gomes)
Embarcação de médio porte via Foz do Rio Amazonas até a Foz do rio Araguari, com duração de 15 a 18 horas.
Aéreo:
Saindo de Macapá com duração e vôo 50 minutos, (pista de pouso localizada na Fazenda Santa Isabel)
MONUMENTO MARCO ZERO

Pontianak em Bornéul na Indonésia, Coquilhaville no Congo, Entebes às margens do lago Vitória, em Uganda, Quito no Equador e Macapá, no Brasil, são as únicas cidades de expressão atravessadas pela linha do equador que tem como referencial um marco correspondendo à linha imaginária, que divide a Terra em dois hemisférios
e privilegia Macapá como a única capital brasileira cortada por esse paralelo. Para contemplação do fenômeno natural "Equinócio", onde pode ser observado através de um obelisco. O fenômeno acontece nos meses Março e setembro. O Monumento Marco Zero com no seu terraço, espaço para shows, além de salão para exposição, café livraria, lojas para venda de produtos artesanais, etc. Completando todo o cenário, o obelisco, o relógio do sol e um amplo terraço para observações.


APA DO CURIAÚ
 Distante a 8 Km de Macapá, é formada por dois pequenos núcleos populacionais "Curiaú deDentro e Curiaú de Fora". Constitui-se em uma das raras comunidades negras existentes noPaís. O Curiaú é também uma área de preservação ambiental (APA), que tem como objetivo a proteção e conservação dos recursos naturais e ambientais da região. Os moradores da APA do Rio Curiaú lutam para preservar além da beleza natural da região a memória dos antigos escravos trazidos no séc. XVIII para a construção da Fortaleza de São José. Foram eles os formadores dos pequenos núcleos familiares que originaram a Vila do Curiaú (antigo quilombo) e as demais comunidades existentes na área.
Residem atualmente na Área de Proteção Ambiental no Rio Curiaú, cerca de 1.500 pessoas dividas em quatro comunidades - Curiaú de Dentro, Curiaú de Fora, Casa Grande e Curralinho. Para essas pessoas a preservação da beleza local é uma questão de sobrevivência: é preciso manter os peixes, as garças e a graça do lugar.
O negro está presente na história do Amapá desde o começo da ocupação em meados do século XVIII. os primeiros chegaram à região em 1751, trazidos como escravos por famílias do Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Maranhão, que vinham povoar Macapá. Em seguida começaram a ser importados da Guiné Portuguesa, principalmente para a cultura do arroz. O maior contingente veio a partir de 1965 para a construção da Fortaleza São José de Macapá. Em abril desse mesmo ano, o governo do Grão-Pará mantinha 177 negros escravos trabalhando no forte. Alguns morreram de doenças como o sarampo e a malária e por acidente do trabalho. Outros conseguiram fugir aventurando-se pelo Lado do Curiaú. Nessa região o português Manoel Antônio Miranda, mantinha propriedade, na chamada Lagoa de Fora e não se importou de acolher os escravos. Também
os franceses que procuravam fixar-se na margem direita do Rio Araguari estimularam a formação de quilombos. Em 1862, quando a população de Macapá era de 2.780 habitantes, os negros escravos somavam 722, cerca de 25%. A comunidade negra sempre contribuiu para a formação cultural, econômica, social e política do Amapá. O Curiaú é um exemplo dessa contribuição.





Incêndio quase acaba em tragédia para alunos e professores

 GALERIA DE FOTOS
Um eletricista que passava pelo local afirmou que se as chamas atingissem o transformador localizado logo acima do incêndio uma grande explosão seria inevitável

 
Na manhã de ontem por volta das 11 horas da manhã um conjunto de quatro olhões da CEA, instalados em um poste em frente ao Colégio Objetivo, no bairro Jesus de Nazaré, começou a pegar fogo. De imediato todas as crianças que estavam na escola foram retiradas do local. Houve muito tumulto e desespero dos alunos. As salas de aula ficaram tomadas pela fumaça e os estouros do poste eram capazes de ser ouvidos a metros de distância.

A agilidade do inspetor de alunos, conhecido como Mauro, foi o que acalmou as crianças. Ele desligou a energia elétrica do prédio e retirou todos os alunos em conjunto com os demais professores.

De acordo com Margarete Smith, que é funcionária do colégio, foram feitas várias tentativas por telefone em busca de ajuda, porém mais uma vez, os serviços de emergência que deveriam auxiliar a população deixaram a desejar. “Logo quando o fogo começou liguei para o 190 para que o Corpo de Bombeiros fosse acionado, porém só fui atendida na quarta tentativa. Nas demais ninguém atendeu. Já no 0800 da CEA também ninguém atendeu”, afirmou Margarete. “Por sorte tenho uma cunhada que trabalha na CEA. Tive que ligar para o celular dela, para que ela mesma acionasse o serviço”, continuou a funcionária.

De acordo com informações de professores do colégio, as ligações para CEA e 190 foram realizadas às 11h10, porém os Bombeiros só chegaram ao local por volta de 12h30. Já a equipe da CEA foi aparecer às 12h45.

Mesmo chegando primeiro no local, a equipe do Corpo de Bombeiros não pôde fazer nada, pois o local ainda estava em chamas e era preciso que a CEA desligasse a corrente elétrica primeiro, o que foi feito somente após quase duas horas do ocorrido.

Uma senhora que mora em frente ao colégio informou que no último domingo uma equipe da CEA esteve no local trocando a fiação e os olhões do poste que foi incendiado.

Um eletricista que passava pelo local afirmou que se as chamas atingissem o transformador localizado logo acima do incêndio uma grande explosão seria inevitável.

Um dos funcionários do plantão da CEA informou que ocorrer esse tipo de curto circuito é tido como “normal” por conta das várias oscilações da rede elétrica. Ele foi além, disse que isso também pode ter acontecido por conta da “qualidade” dos materiais utilizados pela companhia.


Demora no

atendimento

A grande revolta de professores e alunos do colégio se deu por conta da demora da chegada dos Bombeiros e do plantão da CEA. Questionados sobre isso, os bombeiros informaram que a demora se dá no Ciodes. Eles afirmaram que as ligações são feitas para o 190 que depois encaminha as chamadas para o Corpo de bombeiros e que demorou foi isso.


Deficiência

Não é de hoje que as deficiências do setor elétrico, no Amapá, causam danos. A falta de investimentos, manutenção e recursos para a expansão da rede tem levado prejuízos não somente para a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), mas também para os consumidores amapaenses.

Hoje, o principal motivo das deficiências enfrentadas pela empresa pode ser traduzido em números: uma dívida de mais de R$ 1 bilhão com o setor elétrico.

Para termos uma ideia, nem mesmo os reajustes tarifários que são autorizados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) podem ser repassados aos consumidores amapaenses. Somente após o pagamento da dívida é que a CEA poderá reajustar o valor do consumo de energia, que atualmente tem uma perda de 47,92%.

O resultado de tais perdas é visível no Estado: a capital enfrentando quedas constantes de energia, apagões, incêndios causados por curtos-circuitos na fiação elétrica, municípios inteiros sem energia, enfrentando racionamento, entre outras situações dramáticas.


Incêndio

Um dos casos mais graves ocorrido ultimamente em Macapá, por conta do precário setor elétrico, deixou cinco famílias com suas casas destruídas por um incêndio.

Segundo os moradores, o curto-circuito poderia muito bem ter sido evitado se os técnicos da companhia tivessem feito o dever de casa. “O poste estava caído, chamamos a CEA, mas não fizeram o trabalho. Resultado: as casas pegaram fogo e perdemos tudo o que tínhamos”, comentou um dos chefes de família que teve a casa destruída pelo fogo, no bairro Araxá.


Situação

Hoje, o consumo elétrico de Macapá e Santana ficam na casa dos 200 megawats. Apenas 70 megawats consumidos são gerados pelas hidroelétricas.

O restante é produzido pelas termoelétricas localizadas em Santana, movidas a óleo diesel. Diariamente, o consumo bate a casa de um milhão de litros.

Por aqui dá para entender o porque dos municípios fronteiriços enfrentarem racionamento de energia quando o diesel não chega até às cidades, principalmente por conta das péssimas condições das estradas.


Solução

Entra governo e sai governo e a CEA continua na mesma situação crítica. Uma das soluções que muito vem sendo comentada é a federalização da empresa, voz quase unânime entre os políticos amapaenses.

Com as promessas do novo governo, a intenção é federalizar desde que o Executivo continue participando no controle da companhia. Enquanto a discussão não chega ao fim, o amapaense terá de enfrentar ainda muita dor de cabeça com o setor energético.

Estudantes de Santana conhecem funcionamento de um jornal impresso

Noventa alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Rodoval Borges Silva, localizada no bairro Fonte Nova em Santana, participaram de uma visita monitorada ontem nas instalações do Jornal Diário do Amapá. De acordo com a professora Alessandra Furtado de Souza, a visita está diretamente ligada ao programa de incentivo a escrita e a leitura.
Eles conheceram todo processo de construção do jornal que ocorre desde a reunião de pauta na redação, até a entrega das matérias devidamente escritas pelos repórteres ao editor chefe.
Em seguida eles conheceram o parque gráfico onde é feita a montagem e impressão do jornal. A professora relatou que o projeto vai tomar corpo dentro da escola com o lançamento do jornal escolar.
A direção do programa recebeu o repasse de R$ 1 mil que foi destinado pelo Governo Federal através do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Esse valor servirá para custear as despesas com a confecção e impressão do jornal que será escrito e diagramado pelos próprios alunos. Uma gráfica já foi contratada para rodas os exemplares.
Além de despertar o aluno para a importância da leitura e da escrita correta, o programa também deve revelar talentos com tino jornalístico que podem ser futuros jornalistas do Amapá. Os alunos que acompanharam fascinados todas as explicações ine-rentes ao funcionamento do jornal, relataram que a experiência foi muito válida e que isso os despertou para a importância da leitura. "Agora sei o quanto é importante escrever corretamente um texto. Vou me aprofundar nos estudos para evitar os erros e ter um texto limpo. Esse mundo é mágico e nos contagia de verdade" declarou um dos alunos da 8ª série.
Objetivo futuro é integrar a própria comunidade que vive no entorno da escola. O projeto também deverá contar com a participação direta da comunidade que vive no entorno da escola. Cada um dos alunos envolvidos de-verá atuar como multiplicador. "quando um jovem absorve esse conhecimento na escola, é muito proveitoso porque ele incentiva os familiares em casa" encerrou a professora.

Mais uma campanha Doa Mulher acontece hoje no Hemoap

O Instituto de Hematologia e Hemoterapia do Amapá (Hemoap) realiza nesta sexta-feira, 26, mais uma campanha "Doa Mulher" que acontece todos os meses, em todo território nacional.
No Estado o atendimento será feito das 7h30 às 13 horas no Hemocentro e poderão participar homens e mulheres. A intenção é conquistar a participação feminina em maior número, para que elas possam se tornar multiplicadoras no ato de doar.
A campanha faz parte da programação da "Semana de Doação de Sangue", iniciada na última segunda-feira, 22. Com a programação, o Hemoap visa sensibilizar a sociedade sobre a importância de manter um estoque preventivo de sangue no período dos festejos e férias de final de ano.
O Amapá ocupa o primeiro lugar no ranking de maior índice de doação feminina, com 35% da população local. Mesmo diante do excelente resultado, o Hemoap reforça a importância do ato, tanto da classe feminina quanto da masculina.
De acordo com a coordenação do Banco de Sangue existem no Amapá 65,8 mil doadores cadastrados, desse total apenas 20% são assíduos. Por isso é necessário o empenho de todos para que o estoque de sangue atenda a demanda dos hospitais.

A doação
Ao doar sangue o indivíduo não apresenta nenhuma manifestação corpórea. Os cuidados após a coleta são: evitar dobrar o braço pelo qual o sangue foi retirado, evitar esforço físico no dia da coleta, manter o curativo por até quatro horas, não fumar nas primeiras duas horas e não ingerir bebidas alcoólicas nas próximas doze horas.

Requisitos
Para ser doador de sangue é preciso gozar de boa saúde, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 kg, ter comportamento sexual seguro, ter repouso de no mínimo 6 horas na noite que antecede a doação, estar alimentado e não ter gripado nos últimos 15 dias. Além de apresentar um documento oficial com foto (C.I, Carteira de motorista, Carteira de Trabalho) e CPF.

Camilo e Roberto prometem afastar diferenças e trabalhar pelo Estado e município

O governador eleito Camilo Capiberibe (PSB) e o prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT) anunciaram ontem (25) a intenção de deixar para trás as divergências e priorizar a administração pública unindo esforços entre o Estado e o município a partir de 2011.
O anúncio foi feito durante um encontro realizado entre os dois no Palácio Laurindo Banha, sede do governo municipal. Camilo esteve no gabinete do prefeito, onde permaneceu por quase uma hora. Além deles, estavam presentes no encontro, a vice-prefeita Helena Guerra (DEM), o deputado estadual Kaká Barbosa (PTdoB) e o empresário Josiel  Alcolumbre.
Após o encontro a portas fechadas, o governador eleito disse à imprensa que estava ali para sinalizar o desejo dele em trabalhar a partir do dia 1º de janeiro de 2011 com todos os prefeitos do Estado, independente da questão partidária.
Segundo Camilo, durante a reunião, o prefeito apresentou as dificuldades e prioridades do município e ele (governador) as do Estado, dentro daquilo que é possível avançar. "Vamos agora, encontrar as convergências dentro daquilo que é prioridade comum, entre o município e Estado para podermos avançar. Tenho certeza que é isso que a população espera de nós", disse.
Entre as prioridades, o governador eleito citou a saúde como ponto fundamental nessa parceria, destacando a necessidade da conclusão imediata das obras do ex-Hospital do Câncer, agora denominado de Hospital Metropolitano, localizado no bairro São Lázaro, zona norte da capital.
Roberto Góes afirmou existirem diversas prioridades comuns as duas gestões, lembrando que a capital concentra quase 70% da população do Estado e, portanto, é onde está concentrada também a grande maioria dos problemas.
"Repassei tranquilidade ao governador para que ele possa realizar na cidade as melhorias por ele desejadas e promovermos as parcerias que forem convenientes, trabalhando junto pela população. Aquilo que não for possível, cada um faz sua parte e, certamente não haverá nenhum empecilho", declarou Góes.
O gestor municipal citou o ano de 2009 como bom exemplo de parceria ente município e governo estadual e espera  receber o mesmo tipo de apoio da próxima administração.  Roberto também citou as obras do Hospital Metropolitano como prioridade, incluindo ainda o serviço de limpeza e coleta de lixo na capital.     

Lados opostos
Como deputados estaduais, Roberto e Camilo protagonizaram embates políticos por dois anos no plenário do legislativo, o primeiro como líder do governo e o segundo na qualidade de oposição. Em 2008, ambos disputaram a Prefeitura de Macapá e foram ao segundo turno das eleições. Góes venceu o pleito de virada com uma diferença mínima de votos para Capiberibe.
Nas eleições deste ano, Roberto esteve no palanque adversário do governador eleito, tanto no primeiro como no segundo turno. O encontro entre eles vinha sendo aguardado com muita expectativa, porém, o mais importante vai depender das parcerias a serem realizadas a partir de janeiro próximo.