sábado, 27 de novembro de 2010

REFLEXÃO: Ame a vida


Quem é o homem que ama a vida e quer longevidade para ver o bem? Salmo 34:12

Em 1908, na cidade de Berlim, um jovem pianista polonês, de 21 anos, chamado Arthur Rubinstein, estava sozinho, faminto, endividado, e sua carreira estava num impasse. Ele pensou que nada mais lhe restava a não ser o suicídio. O problema era como se matar. Ele não tinha arma, nem veneno, e a ideia de saltar pela janela lhe era repugnante. “Se fizer isso, talvez eu tenha de continuar vivendo com os braços e as pernas quebradas”, explicou ele.

Então resolveu enforcar-se com o cinto de seu roupão. Foi ao banheiro, subiu numa cadeira e amarrou uma ponta do cinto num gancho acima de sua cabeça. Daí amarrou a outra ponta em volta do pescoço e derrubou a cadeira com os pés. Mas o cinto, um tanto gasto, se rompeu e Rubinstein caiu pesadamente ao chão. Por algum tempo ele ficou ali caído, chorando. Depois foi ao piano e derramou seu coração na música. Mais tarde, na rua, ele viu o mundo como se tivesse nascido de novo. O famoso pianista jamais se esqueceu do que aquela experiência lhe ensinou: “Ame a vida”, disse ele, “na felicidade ou na tristeza, sem fazer exigências.”

Haveria alguma coisa melhor do que ter uma segunda chance de viver? Pois foi exatamente isso que Jesus deu ao Seu amigo Lázaro: uma nova vida. Lázaro havia adoecido e morrera. Mas não ressuscitou doente. Ressurgiu do túmulo com saúde e cheio de energia para viver mais alguns anos.

O fato de estarmos em Cristo e sermos Seus amigos não nos tornará imunes à doença e à morte, enquanto estivermos deste lado da eternidade. De vez em quando, teremos que tomar alguns goles do cálice da amargura. É importante salientar isso, porque muitos de nós vivemos tão protegidos que temos a sensação de que nada realmente ruim poderá nos sobrevir. E quando isso acontece, ficamos chocados, desesperados, e alguns nunca conseguem se recuperar.

Parece que as gerações que nos antecederam estavam mais preparadas para enfrentar os reveses da vida. Eles sabiam, por experiência própria, que a vida era dura e, às vezes, cruel. Por isso, se preparavam psicológica e espiritualmente para as dificuldades que pudessem vir. Nós, por outro lado, esperamos que a vida seja sem dor. E não nos preparamos para ver nossos sonhos destruídos. Talvez seja por isso que sejamos mais propensos à depressão do que nossos antepassados.

O fato de estarmos em Cristo não é um atestado de imunidade ao sofrimento. Mas significa que o mesmo Jesus que ressuscitou Lázaro pode nos dar nova vida, não só naquele grande dia, mas aqui e agora.

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