segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Gilvan abre o jogo, conta tudo e explica a disputa pela segunda vaga e fala sobre as acusações sofridas na imprensa nacional

O senador Gilvam Borges (PMDB), concedeu ontem, através de sua assessoria de imprensa, entrevista comentando sobre a disputa pela segunda vaga no Senado Federal. Ele é o terceiro senador mais votado, atrás de João Capiberibe (PSB).
Na última quarta-feira (17), o TRE/AP disse que vai diplomar João Capiberibe (PSB), mesmo que ele esteja com caso sub judice em Brasília (DF). A assessoria de imprensa do TSE disse que o Tribunal só vai se manifestar após recurso que poderá ser movido tanto pelo Ministério Público como pela parte envolvida, ou seja, Gilvam Borges.
Enquanto a situação vive em meio termo, o senador comemora a recondução pela sexta vez consecutiva à coordenação da bancada federal amapaense e disse que vai tomar posse como senador reeleito.

Senador, na quarta-feira, o Tribunal Regional do Amapá decidiu que João Capiberibe está eleito. Sendo assim, como fica a situação do senhor?
Gilvam Borges - Com todo respeito, talvez João Capiberibe estivesse eleito se ele não tivesse a ficha suja. E não tem a ficha limpa porque comprou votos oito anos atrás, o que o levou a um histórico processo na Justiça, por corrupção eleitoral, que culminou com a cassação dele. Aliás, dele e da mulher.

Então a decisão do TRE do Amapá não vale?
Gilvam Borges - A questão é muito simples: se o Supremo Tribunal Federal, que é a mais alta Corte de Justiça do país, não desautorizou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, será que é o TRE do Amapá que vai desautorizar?

E a matéria publicada na Folha de S.Paulo, afirmando que Roberval Araújo acusa o senhor de ter comprado as testemunhas no processo que culminou com a cassação do casal Capiberibe?
Gilvam Borges - Quem leu a matéria, leu também que em um aspecto eu e Capiberibe pensamos exatamente da mesma forma: esse sujeito (Roberval Araújo) é um bandido. E quem tem que tratar com bandido é a polícia e a Justiça. E ambas estão agindo.

Agindo de que forma, Senador?
Gilvam Borges - O Ministério Público do Estado do Amapá propôs a Ação Penal Pública nº 00131377620098030001, no Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, contra o advogado do casal Capiberibe, Antonio Tavares Neto, contra o ex-secretário do governo Capiberibe, Jardel Adailton Souza Nunes, e contra o militante do PSB, Jonhy Maycon Figueredo Lima.

E o que isso tem a ver com o Roberval Coimbra Araújo?
Gilvam Borges - Voltando ao túnel do tempo... Vamos lá: durante o processo, que culminou com a cassação dos mandatos do casal Capiberibe, mais especificamente depois que o recurso do PMDB chegou ao TSE, o casal Capiberibe determinou a seu advogado Antonio Tavares Neto, ao ex-secretário do governo Capiberibe, Jardel Adailton Souza Nunes (que foi, nestas eleições de 2010, um dos coordenadores da campanha de Camilo Capiberibe) e a um militante do PSB, Jonhy Maycon Figueredo Lima, que corrompessem as testemunhas, oferecendo-lhes R$ 20 mil para cada uma delas mudar seu depoimento.

E aí?
Gilvam Borges - Além de não conseguirem que as testemunhas mudassem seus depoimentos, eles próprios, os advogados de Capiberibe, juntaram cópia do vídeo, em que ofereceram a propina, aos autos do processo, o que resultou acalorado debate e indignação dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral. O Procurador-Geral Eleitoral, Dr. Roberto Gurgel, revelou, em seu parecer, a atitude criminosa do grupo de João Capiberibe e solicitou “ampla apuração, para saber quem tomou a iniciativa de tentar desqualificar as testemunhas, e fazer-lhes ameaças”. Dr. Roberto Gurgel, que hoje é Procurador-Geral da República, chegou a conclamar que (Gilvam coloca os óculos, pega o papel e lê): “O fato merece julgamento com urgência, para evitar que as testemunhas possam continuar a sofrer ameaças e pressão para que mudem os depoimentos”.

Sim, mas e onde entra o Roberval no processo?
Gilvam Borges - Ele entra como testemunha dos réus. Dos réus que filmaram a tentativa de oferecer dinheiro às testemunhas para elas mudarem o depoimento. Roberval é testemunha arrolada pelos advogados do Capiberibe, que são réus em ação promovida pelo Ministério Público do Amapá. A denúncia do Ministério Público foi recebida pelo Juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Macapá e encontra-se em fase de instrução criminal. Então, os réus dessa ação criminal ofereceram o nome desse meliante para a defesa deles.

A Folha de S.Paulo diz que esse Roberval teria trabalhado na TV Tucuju, da propriedade de sua família...
Gilvam Borges - E por que será que saiu? E por que só agora, depois do processo encerrado, essa testemunha tão correta e bem intencionada, para não dizer o contrário, engendra essa ficção e aparece do nada na chamada grande imprensa?

A que o senhor atribui?
Gilvam Borges - Se eu fosse jornalista, e estivesse a serviço da verdade, investigaria um pouco mais e duvidaria das notícias que me chegassem prontas e acabadas, sobretudo se elas dissessem respeito a políticos e surgissem em período eleitoral. É tão elementar quanto o be-a-bá. Agora, se o objetivo é tumultuar e escrever para confundir, parabéns para aqueles que se valem de jornais conceituados para atender a interesses espúrios e escusos. Aliás, agradeço a este jornal por me dar a oportunidade de tranqüilizar os meus eleitores e dizer que fui reconduzido quarta-feira, à coordenação da bancada federal do Amapá junto ao Congresso Nacional, pela sexta vez consecutiva. Também ontem recebi no meu gabinete, em Brasília, o governador eleito do meu estado, Camilo Capiberibe, a quem reiterei transparência, parceria e boa vontade para trabalhar em prol dos interesses maiores do Amapá.

Então o senhor está convicto de que assume o Senado em 1º de fevereiro?
Gilvam Borges - Tão convicto que o terno já está pronto. Tanto para a diplomação no dia 17 de dezembro quanto para a posse em 1º de fevereiro. É o meu terceiro mandato como senador. Minha responsabilidade também está elevada à terceira potência e a minha obsessão de fazer o melhor pelo Amapá também acompanha essa lógica: vou trabalhar três vezes mais. Vocês vão ver!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

MULTIRÃO DE LIMPEZA NA TRAVESSA 1º DE MAIO

Moradores da Travessa 1º de Maio no bairro Nova Brasília, canasado de esperar por uma ação da Prefeitura de Santana com relação a limpeza das ruas do bairro, resolveram descruza os braços e orgaziram um multirão de limpeza, com o intuíto de realizar uma ornamentação natalina e festa de fim de ano. PARABÉNS PELA INICIATIVA!

Equipe de transição - Pedro Paulo PP / Camilo Capiberibe PSB

Por: Alcinéa Cavalcante
O governador eleito Camilo Capiberibe (PSB) e o governador Pedro Paulo Dias  anunciaram  esta manhã a equipe de transição.
A equipe é formada por 25 secretários de Estado,  técnicos e políticos, sendo 10 nomes indicados pelo governador Pedro Paulo Dias e 15 pelo governador eleito, entre eles o candidato derrotado ao Senado Marcos Roberto, o ex-superintendente do Ibama-AP Edivam Barros, os ex-secretários de Estado Ely Almeida (PSB) e José Ramalho.
O jornalista Eduardo Neves, que fez a assessoria de imprensa da campanha de Camilo, também faz parte da equipe.
O advogado  Juliano Del Castilo, que exerce o cargo de chefe de gabinete do ainda deputado Camilo Capiberibe, coordena a equipe do governador eleito.
O deputado Edinho Duarte (PP) faz a coordenação política da equipe de Pedro Paulo Dias.
Confira os nomes:
Equipe de Camilo Capiberibe
1-Juliano Del Castilo Silva
2-Ely da Silva Almeida
3-Luis Afonso Mira Picanço
4-Ivanci Magno de Oliveira
5-Kelson de Freitas Vaz
6-Marcos Roberto Marques da Silva
7-José Ramalho de Oliveira
8-Eduardo Neves Trindade
9-Meryan Gomes Flexa
10-Amerson da Costa
11-Dario de Jesus  Souza
12-Edivan Barros de Andrade
13-Regiclaudo  Souza Silva
14-Edson Alcântara Valente
15-Mirian Alves Correa
Equipe de Pedro Paulo Dias
1 – Edinho Duarte (deputado, líder do governo na AL)
2 -Sebastião Máximo (Secretário Especial da Governadoria)
3 – Patrícia Aguiar (Procuradoria Geral)
4 – Júlia Favila Maia (Prodap)
5 – Solângelo Fonseca (Setrap)
6 – Arnaldo Santos (Receita)
7 – Odival Monterrozo (Caesa)
8 – Joel Nogueira (Secretário Especial da Gestão)
9 – Antônio Teles (Desenvolvimento Social)
10 – Aziel Araújo (Adap)

sábado, 13 de novembro de 2010

Morre padre Paulo Lepre


O Padre Paulo Lepre por 38 anos foi missionário no Amapá. Recentemente viajou para Itália para tratar de sua saúde. Na missa de despedida demonstrou um grande amor por esse povo e por esta terra. Agradecido e emocionado deu o último abraço a todos os fiéis da Paróquia de São José.
Padre Paulo faleceu dia 11 de novembro na Itália.

Operação Hidrocarboneto fecha estabelecimentos comerciais,

Postado por: Alcinéa
Desde segunda-feira policiais federais e agentes da Agência Nacional de Petróleo estão dando batidas em postos de combustíveis e estabelecimentos que comercializam gás de cozinha. É a “Operação Hidrocarboneto”, que conta com 40 policiais federais e 12 agentes da ANP.A Operação vai durar toda a semana. Até agora, em Macapá e Santana,  foram fiscalizados 55 estabelecimentos que comercializam gás de cozinha e 39 postos de combustíveis.
Dois  postos de combustíveis foram parcialmente interditados por apresentarem vício de quantidade na venda do produto. Vinte e sete  estabelecimentos comerciais foram interditados por estarem vendendo gás irregularmente. Destes, seis são revendedores legalmente cadastrados na ANP, mas não estavam atendendo aos padrões de segurança determinados pelo órgão. Dois estabelecimentos, dos seis revendedores, estavam fornecendo gás para pontos clandestinos na cidade.
Cada estabelecimento foi multado em cerca de R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais). Dois mil  botijões de gás foram apreendidos e duas pessoas foram presas em flagrante por estarem revendendo gás de cozinha para pontos não autorizados (clandestinos), em total desacordo com as normas legais, cuja pena é de um a cinco anos de detenção, conforme lei que define crimes contra a ordem econômica e cria o Sistema de Estoques de Combustíveis (Lei 8.176/91). Encaminhadas à Polícia Federal, foram soltas após o pagamento da fiança, arbitrada em R$ 5.000,00, e responderão ao processo em liberdade.

Bruno diz que foi ameaçado por policiais e que amigos viram Eliza em SP

Por Marcelo Portela, estadao.com.br, Atualizado: 11/11/2010 20:26

CONTAGEM - O goleiro Bruno Fernando disse na noite desta quinta-feira, 11, ter sido ameaçado dentro do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) da Polícia Civil mineira. Em depoimento à Justiça no processo que responde com mais oito acusados pelo sequestro e assassinato da ex-amante Eliza Samudio, o jogador policiais de tê-lo ameaçado, torturado outros réus e ainda tentado extorqui-lo para que o livrasse do crime. E afirmou que dois amigos, 'jogadores famosos', teriam visto a jovem em São Paulo após ela deixar o sítio de Bruno em Esmeraldas, na região metropolitana da capital mineira.
Bruno disse à juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri do fórum de Contagem, que quando o delegado Edson Moreira, chefe do DIHPP e responsável pela coordenação das investigações sobre o desaparecimento de Eliza, tentou interrogá-lo, fez referências à sua família. 'Ele disse que sabia onde moravam minha mãe e minhas filhas', acusou. Mãe, no caso, é a avó o jogador, que o criou. Bruno ainda alegou que, neste momento, o policial mostrou a ele um jornal com fotos das filhas do atleta. 'Por isso que eu não falei nada', acrescentou, explicando porque recusou-se a depor no inquérito policial.
Ele também afirmou à magistrada que não foi torturado fisicamente, mas foi informado de que outros acusados do crime teriam sido. E citou seu braço direito, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, que teria sido agredido pelo delegado Júlio Wilke; seu primo Sérgio Rosa Sales, que teria sido vítima de 'uma mulher'; de outro primo, de 17 anos, que teria sido torturado pela delegada Ana Maria dos Santos, chefe da Delegacia de Homicídios de Contagem; e o administrador de seu sítio em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte, Elenilson Vitor da Silva. 'Só ele pode dizer quem foi', declarou.
Além disso, o goleiro relatou que conheceu na Penitenciária Nelson Hungria o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ter executado Eliza. Ele disse ao jogador que Edson Moreira teria pedido R$ 2 milhões para livrar o ex-policial e Bruno no inquérito e acusar apenas Macarrão e o menor. O Estado tentou falar com Moreira, mas seu telefone celular estava desligado. Na semana passada, depois de já haver surgido denúncias de tortura, ele alegou apenas que era uma 'estratégia da defesa'. O promotor Gustavo Fantini disse que pedirá abertura de investigação sobre as denúncias.
Famosos. Além disso, o jogador afirmou ontem que, um dia antes de ser preso, em julho, quando as investigações sobre o desaparecimento de Eliza já haviam ganhado destaque na mídia, dois jogadores de São Paulo, que seriam seus amigos, ligaram para dizer que haviam visto a jovem na capital paulista em 11 e 12 de junho, um dia após ter sido vista pela última vez no sítio do atleta em Esmeraldas.
Mas Bruno não quis revelar quem são os atletas. Apenas confirmou que são jogadores de futebol e que 'são famosos e podem ser comprometidos'. 'Mas tem um famoso preso', argumentou Marixa Lopes. Caso seja mandado a Júri, o goleiro pode ser condenado a mais de 30 anos de prisão.

Petistas não querem governo Dilma com cara de 'governo velho'

BRASÍLIA - Embora o governo Dilma Rousseff represente a continuidade do governo Lula, o sentimento que prevalece nos bastidores da transição é o de que não é preciso manter as mesmas pessoas nos cargos. Em conversa reservada com a Agência Estado, um petista ligado à cúpula do governo de transição defendeu a mudança de titulares, ainda que o ministério permaneça sob controle do mesmo partido. 'Tem que mudar os nomes, senão fica com cara de governo velho. É um governo de continuidade, mas não pode ser igual ao do Lula', enfatizou.
A crítica tem endereço certo: os dirigentes partidários que pleitearam, nas conversas com o presidente do PT, José Eduardo Dutra - escalado por Dilma para fazer a interlocução do governo de transição com os partidos aliados - a manutenção dos espaços que ocupam atualmente na Esplanada.
Não é segredo, por exemplo, que o PR movimenta-se para reconduzir o presidente nacional da sigla, senador Alfredo Nascimento (AM), ao comando do Ministério dos Transportes. Da mesma forma, o PDT deseja manter no posto o presidente da legenda e ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Já o PMDB gostaria de preservar o ministro Wagner Rossi - da cota pessoal do vice-presidente eleito, Michel Temer - na pasta da Agricultura. Também o senador reeleito Edison Lobão (PMDB-MA) é cotado para reassumir o Ministério de Minas e Energia.
Mas este petista estrelado argumenta que, no caso de 'ministérios periféricos' - que não compõem o núcleo duro do poder (como Fazenda, Planejamento e Casa Civil) -, não justifica manter o mesmo ministro, ainda que o órgão permaneça sob comando da mesma legenda. Uma das possibilidades mais fortes, no momento, é que o Ministério do Trabalho contin
ue com o PDT.
Ele não se opõe, entretanto, à eventual permanência dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, nos respectivos cargos. A justificativa é de que não se tratam de pastas periféricas, mas de postos estratégicos. Segundo ele, se esses quadros do PT demonstraram competência e lealdade à frente dos cargos, e desfrutarem da confiança da presidente eleita, deveriam continuar onde estão.

estadao.com.br, Atualizado: 12/11/2010 16:55