quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Luxa chega no Flamengo, se impõe, e fala em Sul-Americana

Treinador diz que é hora de olhar para frente

O técnico Vanderlei Luxemburgo chegou com a corda toda no Flamengo. Com a personalidade forte habitual, o treinador comandou um coletivo em seu primeiro dia de treinos e, na entrevista que concendeu, em seguida, falou abertamente sobre vários assuntos. Porém, um ponto em particular o treinador fez questão de ressaltar: é hora de pensar para frente e garantir uma vaga na Sul-Americana.
- Sou uma pessoa que gosta de pensar em coisas boas, e acho que coisa boa, no momento, é pensar na Sul-Americana. O título do Flamengo este ano será conquistar uma vaga nessa competição. Não gosto de pensar em coisas ruins, então, não vou pensar no rebaixamento. Temos que zerar o Flamengo. Quero pensar no futuro - disse, reforçando que os problemas políticos.
Luxemburgo explicou ainda que terá participação na estruturação do clube, principalmente do CT Ninho do Urubu, em Vargem Grande, e que pretende fazer com que os treinos da equipe sejam sempre realizados no local.
- Vamos construir melhorias para o CT. A prioridade são um hotel e um refeitório. Colocamos isso no contrato. Estou tendo a oportunidade de ajudar o Flamengo. Esse foi outro fator que me fez voltar. A estrutura tem de começar de imediato. Os treinamentos do Flamengo vão ser aqui. As pessoas falam que é longe, mas os jogadores têm Mercedes, BMW... Eles vão poder vir para cá - declarou.
O treinador ainda falou que não é sempre que leva para os clubes uma comissão enorme como as vistas em Palmeiras e Atlético-MG. Porém, o comandante, que trouxe consigo apenas o preparador físico Antônio Melo e o auxiliar-técnico Antônio Lopes Júnior, afirmou que irá avaliar os demais integrantes do atual quadro rubro-negro até o fim do ano, com a possibilidade de realizar mudanças em seguida.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Círio de Nossa Senhora de Nazaré será neste domingo

No sábado, 9, dia que antecede a Procissão do Círio de Nazaré, a comunidade religiosa participa da Romaria Fluvial. A saída está prevista para às 14h, do Porto Souza Mar, em Santana, em direção a Rampa do Santa Inês. Por volta das 16h30 acontece o Círio dos Ciclistas, conduzindo a imagem de Nossa Senhora até a Catetral São José de Macapá, passando pelas Ruas São José e Ge-neral Gurjão.
Após a chega dos ciclistas ocorrerá a Transladação da imagem da Virgem de Nazaré, na Catedral de São José de Macapá, às 19 horas, com missa e apresentação do Manto de Nossa Senhora de Nazaré. Depois, a imagem será levada, em procissão, até a Igreja de Nossa Se-nhora de Fátima, de onde sai o Círio.
No domingo, 10, a missa do Círio terá início às 7h30, na Praça da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, será presidida por Dom Pedro José Conti e concelebrada por todos os sacerdotes da Diocese. A procissão segue o roteiro tradicional, terminando na Rua São José, em frente à antiga Catedral de São José. Lá, o bispo dará a bênção final. Segundo a Comissão Organizadora do evento são esperados para o Círio de 2010 mais de 150 mil fiéis.
A programação prossegue com o novenário do Círio às 18h30, na Catedral São José de Macapá, com terço e missa celebrada pelo Padre Aldenor Benjamin. As novenas continuam até o dia 16 de outubro nas demais Paróquias da capital.
O Círio das Crianças acontece no dia 16 de outubro às 8h. À tarde, às 16h30, ocorre o Círio dos jovens, no itinerário: Rua General Rondon, Mãe Luzia e Leopoldo Machado com chegada na Igreja Jesus de Nazaré.
A procissão das Luzes será no dia 18 de outubro, às 7h30, na Igreja Jesus de Nazaré, percorrendo a Rua Leopoldo Machado, Mãe Luzia, Eliezer Levy, Presidente Vargas e General Rondon, com chegada na Catedral São José. No dia 17 de ou-tubro acontece a corrida do Círio, com concentração na Igreja matriz, às 8h, sob a coordenação da fede-ração Amapaense de Atletismo.
No Círio de Nossa Senhora de Nazaré, uma das maiores manifestações de fé do catolicismo, os fiéis fazem oferendas, pagam e fazem promessas e agradecem pelas graças alcançadas. Neste ano, a procissão em Macapá completa 76 anos de festa em louvor à Virgem de Nazaré, padroeira dos católicos da Amazônia.

Capiberibe, Jader Barbalho (PA) e Cássio Cunha (PB) devem ter registros julgados esta semana

NO Amapá, o candidato ao Senado, João Capiberibe (PSB), teve o registro de candidatura indeferido pela ministra Cármen Lúcia

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Lewandowski, anunciou nesta segunda-feira (4) que o julgamento de candidatos com registros indeferidos será prioridade para a Corte nesta semana, a começar pelos postulantes dos Estados do Amapá, Pará e Paraíba.
Questionado sobre um novo impasse que esses casos gerariam no STF (Supremo Tribunal Federal), que estava empatado em cinco a cinco no julgamento de Roriz, o magistrado avalia que "dificilmente" seus colegas mudariam de opinião e a chegada de um ministro na vaga de Eros Grau, que se aposentou, poderia ajudar a solucionar o impasse.
"O impasse perdurará até a nomeação do próximo ministro", disse. "A nomeação do próximo é uma decisão que cabe ao presidente da República no momento que achar conveniente e passará pela aprovação da maioria absoluta dos senadores", completou.
No Amapá, o candidato ao Senado, João Capiberibe (PSB), teve o registro de candidatura indeferido pela ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, do TSE na última sexta-feira (1º). Ainda cabe recurso ao STF (Superior Tribunal Federal). A condenação dele se refere a ação de 2004, quando foi condenado pelo TSE por compra de votos nas eleições de 2002, e teve seu diploma e registro cassados.
Capiberibe teve mais de 130 mil votos, mas na apuração continua com zero por cento de votos válidos. Se tivessem validade, ele já estaria eleito como o segundo mais votado, a frente do atual segundo lugar, Gilvam Borges (PDT) que obteve 121.015 votos.
No Pará, os candidatos ao Senado, Ja-der Barbalho (PMDB) e Paulo Rocha (PT) ainda não tiveram seus dados como válidos. Os dois tiveram cada um mais de 1 mi-lhão de votos. Barbalho (PMDB) teve o re-gistro rejeitado pelo plenário do TSE e se encontra em situação semelhante ao do ex-candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC), que renunciou à presidência do Senado e ao mandato dele para escapar de cassação.
Barbalho teve seu pedido indeferido por ter renunciado, em 2001, ao mandato de senador para evitar possível cassação. A renúncia foi resultado da pressão após as acusações de desvios de recursos financeiros do Banpará (Banco do Estado do Pará) e da Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia).
No caso do petista, a ação dele ainda precisa analisado em plenário, mas já recebeu a negativa da decisão monocrática do ministro Aldir Passarinho Júnior que barrou sua candidatura, por ter renunciado ao cargo de deputado federal em 2005 para evitar um possível processo disciplinar, por acusação de envolvimento no esquema do mensalão.
E na Paraíba, o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato a uma vaga no Senado, teve a candidatura impugnada e obteve mais de 1 milhão neste domingo (3). O registro dele também foi rejeitado com base na Ficha Limpa. Em fevereiro de 2009, foi cassado por abuso de poder econômico e político, sob acusação de distribuir cheques a eleitores em ano eleitoral.
O ministro voltou a dizer que "enquanto a decisão judicial não estiver definida a colocação [dos candidatos com registro indeferido] não será conclamada".

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Hoje é o último dia para solicitar a segunda via do título eleitoral

Mais uma vez milhares de eleitores deixaram para comparecer no fim do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral e solicitar a impressão da 2ª via do título de eleitor. Desde ontem (29), enormes filas são formadas em frente ao cartório eleitoral de Macapá onde, quem ainda não tem o documento, aguarda por atendimento.
Para votar no próximo domingo (3), o eleitor que perdeu ou teve o título extraviado têm de pedir uma segunda via (reimpressão) do documento, em qualquer cartório eleitoral do país. Embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenha autorizado desde junho a reimpressão, e prorrogado o fim do prazo que encerrava dia 23 passado para hoje (30), muitas pessoas deixaram para o último dia.
Com o objetivo de garantir o direito do voto de todos os cidadãos, mesmo daqueles eleitores que estiverem fora do seu domicílio eleitoral, os cartórios em todo o país chegaram a realizar plantões nos fins de semana e feriados. Mesmo com as campanhas nos meios de comunicação sobre o fim do prazo e o apelo dos dirigentes do TSE e dos TREs, as filas não foram evitadas.
Como sempre, a desculpa foi à falta de tempo ou desinformação sobre o fim do prazo. A estudante Márcia Crislene Araújo foi uma das que alegavam não ter encontrado tempo.
Só podem pedir a reimpressão os eleitores que já tinham ou pediram o título até 5 de maio deste ano, data em que foi fechado o cadastro eleitoral de 2010.

Dois documentos

Na mesma sessão em que o TSE decidiu estender o prazo para pedido de reimpressão do título, o tribunal reiterou a obrigatoriedade da apresentação do título e de um documento oficial com foto para votar nas próximas eleições. A exigência da apresentação dos dois documentos foi introduzida na Lei das Eleições por meio da Lei 12.034/09.
Como documentos oficiais, serão aceitos a carteira de identidade ou documento de valor legal equivalente (identidade funcional), carteira de trabalho ou de habilitação com foto e certificado de reservista. Já as certidões de nascimento ou casamento não serão admitidas como prova de identidade.
Estão aptos a votar nessas eleições 135.804.433 brasileiros. No dia 3 de outubro, serão escolhidos o novo presidente da República (e seu vice), 27 governadores, 54 senadores (renovação de 2/3 do Senado Federal), 513 deputados federais e 1.069 deputados estaduais/distritais. Caso nenhum candidato a presidente ou a governador alcance a maioria dos votos válidos neste dia, haverá segundo turno no dia 31 do mesmo mês.

PF apreende propaganda de Pedro Paulo




                                                 "Santinhos" apreendidos na viatura

A Polícia Federal apreendeu na manhã de hoje  propaganda política do governador Pedro Paulo Dias (PP), candidato à reeleição.  O que configura o crime eleitoral é que a propaganda estava numa viatura da Polícia Civil que, poderia, estar sendo usada para distribuir os
Também na manhã de hoje, a PF esteve no depósito da Secretaria de Inclusão e Mobilização (SIMS). Lá encontrou 600 litros de óleo diesel e 200 litros de combustível, que provavelmente seriam usados para abastecer veículos usados na campanha.
Por enquanto, a PF não afirma que se trata de crime eleitoral. É necessária uma investigação para descobrir qual o destino que seria dado aos 800 litros de combustível. Mesmo que não se trate de crime eleitoral, um outro crime foi cometido: o ambiental. O combustível estava acondicionado em lugar impróprio e colocando em risco a segurança e vida dos funcionários do depósito e da vizinhança. Neste momento, Francisco Rachid – funcionário responsável pelo depósito da SIMS – está depondo na PF. No mesmo depósito foi encontrada grande quantidade de cestas básicas.
Até abril deste ano a secretária de estado da Inclusão e Mobilização Social era Marília Góes, esposa do ex-governador Waldez Góes. Quando Pedro Paulo assumiu o governo, nomeou sua mulher Denise Dias para a pasta.
A manhã foi movimentada na sede da Polícia Federal. O telefone 3213-7500 não parava de tocar. Eram denúncias sobre supostos crimes eleitorais.
De acordo com uma denúncia, carros particulares estavam sendo abastecidos na Secretaria de Transportes (Setrap). A PF esteve lá e apreendeu a lista dos carros abastecidos, agora investiga se são carros oficiais ou particulares.

Sarney e Capi? E daí?

O direito de resposta de Sarney no programa de Camilo Capiberibe ontem é o assunto em todas as rodas. Nele Sarney diz que apoiou João Capiberibe (PSB) na eleição para o governo em 1994 e com ele manteve “estreita convivência“  mas que nem por isso indicou alguém para fazer parte do seu governo.
De um lado, aliados de Capi negam. Dizem que Sarney, como sempre, está mentindo e que o PSB nunca na história desse Amapá teria qualquer tipo de relação com o senador maranhense.
Do outro lado, adversários de Capi comemoram a declaração de Sarney, afirmando que “a máscara caiu”, que a verdade escondida a sete chaves apareceu e outras coisas do tipo.
Ora, ora, não vejo motivo nenhum para tanto estardalhaço. Sarney apoiou Capi? E daí? Que candidato recusa apoio?
Em 1994, o candidato do PMDB ao governo era Salomão Alcolumbre. Passaram para o segundo turno João Capiberibe, do PSB coligado com o PT, e Jonas Pinheiro, apoiado pelo então governador Anníbal Barcellos. Sarney não gostava de Barcellos e os Borges muito menos. Daí que resolveram apoiar Capiberibe para derrotar o grupo barcellista. O PMDB todo entrou na campanha do Capi, os Borges e Manuel Antônio Dias assumiram a coordenação da campanha, que passou a funcionar numa casa na avenida Iracema Carvão Nunes, pertinho da Caixa Econômica. No material de campanha foi inserida a cor verde, que identificava os Borges. Na época, Capi inclusive chegou a dizer que Gilvam Borges era o general de sua campanha.
O objetivo foi atingido. Grupo do Barcellos derrotado. Capi eleito.
Sarney jura que não participou do governo, que apoiou sem nada pedir. Os Borges participaram. Depois, como era esperado, veio o racha.
Se Capi tivesse recusado o apoio do PMDB teria sido eleito? Não sei.
Na política é e sempre foi assim: adversários se tornam aliados, aliados viram adversários. Quem está hoje  no palanque de um, amanhã estará no palanque de outro.