sábado, 13 de novembro de 2010

Bruno diz que foi ameaçado por policiais e que amigos viram Eliza em SP

Por Marcelo Portela, estadao.com.br, Atualizado: 11/11/2010 20:26

CONTAGEM - O goleiro Bruno Fernando disse na noite desta quinta-feira, 11, ter sido ameaçado dentro do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) da Polícia Civil mineira. Em depoimento à Justiça no processo que responde com mais oito acusados pelo sequestro e assassinato da ex-amante Eliza Samudio, o jogador policiais de tê-lo ameaçado, torturado outros réus e ainda tentado extorqui-lo para que o livrasse do crime. E afirmou que dois amigos, 'jogadores famosos', teriam visto a jovem em São Paulo após ela deixar o sítio de Bruno em Esmeraldas, na região metropolitana da capital mineira.
Bruno disse à juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri do fórum de Contagem, que quando o delegado Edson Moreira, chefe do DIHPP e responsável pela coordenação das investigações sobre o desaparecimento de Eliza, tentou interrogá-lo, fez referências à sua família. 'Ele disse que sabia onde moravam minha mãe e minhas filhas', acusou. Mãe, no caso, é a avó o jogador, que o criou. Bruno ainda alegou que, neste momento, o policial mostrou a ele um jornal com fotos das filhas do atleta. 'Por isso que eu não falei nada', acrescentou, explicando porque recusou-se a depor no inquérito policial.
Ele também afirmou à magistrada que não foi torturado fisicamente, mas foi informado de que outros acusados do crime teriam sido. E citou seu braço direito, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, que teria sido agredido pelo delegado Júlio Wilke; seu primo Sérgio Rosa Sales, que teria sido vítima de 'uma mulher'; de outro primo, de 17 anos, que teria sido torturado pela delegada Ana Maria dos Santos, chefe da Delegacia de Homicídios de Contagem; e o administrador de seu sítio em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte, Elenilson Vitor da Silva. 'Só ele pode dizer quem foi', declarou.
Além disso, o goleiro relatou que conheceu na Penitenciária Nelson Hungria o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ter executado Eliza. Ele disse ao jogador que Edson Moreira teria pedido R$ 2 milhões para livrar o ex-policial e Bruno no inquérito e acusar apenas Macarrão e o menor. O Estado tentou falar com Moreira, mas seu telefone celular estava desligado. Na semana passada, depois de já haver surgido denúncias de tortura, ele alegou apenas que era uma 'estratégia da defesa'. O promotor Gustavo Fantini disse que pedirá abertura de investigação sobre as denúncias.
Famosos. Além disso, o jogador afirmou ontem que, um dia antes de ser preso, em julho, quando as investigações sobre o desaparecimento de Eliza já haviam ganhado destaque na mídia, dois jogadores de São Paulo, que seriam seus amigos, ligaram para dizer que haviam visto a jovem na capital paulista em 11 e 12 de junho, um dia após ter sido vista pela última vez no sítio do atleta em Esmeraldas.
Mas Bruno não quis revelar quem são os atletas. Apenas confirmou que são jogadores de futebol e que 'são famosos e podem ser comprometidos'. 'Mas tem um famoso preso', argumentou Marixa Lopes. Caso seja mandado a Júri, o goleiro pode ser condenado a mais de 30 anos de prisão.

Petistas não querem governo Dilma com cara de 'governo velho'

BRASÍLIA - Embora o governo Dilma Rousseff represente a continuidade do governo Lula, o sentimento que prevalece nos bastidores da transição é o de que não é preciso manter as mesmas pessoas nos cargos. Em conversa reservada com a Agência Estado, um petista ligado à cúpula do governo de transição defendeu a mudança de titulares, ainda que o ministério permaneça sob controle do mesmo partido. 'Tem que mudar os nomes, senão fica com cara de governo velho. É um governo de continuidade, mas não pode ser igual ao do Lula', enfatizou.
A crítica tem endereço certo: os dirigentes partidários que pleitearam, nas conversas com o presidente do PT, José Eduardo Dutra - escalado por Dilma para fazer a interlocução do governo de transição com os partidos aliados - a manutenção dos espaços que ocupam atualmente na Esplanada.
Não é segredo, por exemplo, que o PR movimenta-se para reconduzir o presidente nacional da sigla, senador Alfredo Nascimento (AM), ao comando do Ministério dos Transportes. Da mesma forma, o PDT deseja manter no posto o presidente da legenda e ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Já o PMDB gostaria de preservar o ministro Wagner Rossi - da cota pessoal do vice-presidente eleito, Michel Temer - na pasta da Agricultura. Também o senador reeleito Edison Lobão (PMDB-MA) é cotado para reassumir o Ministério de Minas e Energia.
Mas este petista estrelado argumenta que, no caso de 'ministérios periféricos' - que não compõem o núcleo duro do poder (como Fazenda, Planejamento e Casa Civil) -, não justifica manter o mesmo ministro, ainda que o órgão permaneça sob comando da mesma legenda. Uma das possibilidades mais fortes, no momento, é que o Ministério do Trabalho contin
ue com o PDT.
Ele não se opõe, entretanto, à eventual permanência dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, nos respectivos cargos. A justificativa é de que não se tratam de pastas periféricas, mas de postos estratégicos. Segundo ele, se esses quadros do PT demonstraram competência e lealdade à frente dos cargos, e desfrutarem da confiança da presidente eleita, deveriam continuar onde estão.

estadao.com.br, Atualizado: 12/11/2010 16:55

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Concurso público preenche vagas na saúde, educação e Superfácil

Edital será lançado na próxima semana pelo Governo do Amapá
O Governo do Estado publica na próxima semana o edital de lançamento do concurso público para prover o quadro funcional nas áreas da saúde, educação e Sistema de Atendimento ao Cidadão (Superfácil). A ação atende a orientação do Ministério Público, com a determinação de que o quadro para esses setores fosse preenchido por meio de processo de seleção pública.
A Secretaria de Estado da admi-nistração (Sead) estima que seis meses seja tempo suficiente para que o concurso siga os procedimentos necessários e a efetivação dos novos servidores seja consolidada. Médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, professores, pedagogos, técnicos administrativos, entre outras funções, serão oferecidas a partir de 2011.
O número exato das vagas ofertadas será determinado de acordo com a demanda das secretarias be-neficiadas pelo concurso. A Secretaria de Estado da Administração (Sead) faz esse levantamento junto aos titulares das pastas para conhecer as reais necessidades de cada repartição.
Os novos servidores devem subs-tituir os profissionais enquadrados na categoria de contratos administrativos a serem extintos no dia 31 de dezembro de 2010, conforme esta-belecido no decreto nº 4393/2010, publicado no diário oficial do dia 27 de outubro.
Atualmente mais de cinco mil contratos administrativos estão vigentes em todo o Amapá. Nesta quinta-feira, 11, parte desses servidores será desligada do quadro administrativo do Estado.

Ministro autoriza instalação de hidrelétrica em Ferreira Gomes

Domiciano Gomes
da reportagem local
Os investimentos estão estimados em R$ 810 milhões e irão acrescentar 252 MW de potência instalada ao Sistema Interligado Nacional- SIN. O empreendimento produzirá 150 MW médios de energia elétrica.
O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, assinou na terça-feira (9), juntamente com representantes da empresa Ferreira Gomes S.A., o contrato de concessão para a implantação e exploração do Aproveitamento Hidrelétrico Ferreira Gomes, um dos empreendimentos que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Os investimentos estão estimados em R$ 810 milhões e irão acrescentar 252 MW de potência instalada ao Sistema Interligado Nacional- SIN. O empreendimento produzirá 150 MW médios de energia elétrica, dos quais 70% serão comercializados no Ambiente de Comercialização Regulado (ACR).
A Usina Hidrelétrica Ferreira Gomes foi licitada em leilão público realizado no dia 30 de julho deste ano. Foram contratados 327 MW médios, ao preço médio de R$99,50/MWH, no prazo de 30 anos, com início de suprimento previsto para 2015.  A usina está localizada no rio Araguari, município de Ferreira Gomes.
A obra corre sério risco de sofrer paralisação ainda nessa etapa. No último dia 4, os ministérios públicos Federal e Estadual no Amapá ajuizaram ação civil pública contra a Alupar - empresa que venceu o leilão para a construção da usina Hidrelétrica de Ferreira Gomes, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Instituto de Meio Ambiente e Reordenamento Territorial (Imap) e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Amapá (Sema). Os MPs solicitam a suspensão das licenças prévia e de instalação e dos efeitos do leilão que elegeu a empresa vencedora.
As instituições alegam na ação que o estudo de impacto ambiental não torna clara ou desconsidera uma possível influência da hidrelétrica no fenômeno da Pororoca - encontro das águas do rio e do oceano. Além disso, restringe a análise dos impactos ambientais ao baixo curso do Rio Araguari, onde está localizada a unidade de conservação do Lago do Piratuba -  a única reserva biológica federal no Estado.
O Ministério Público Federal (MPF) verificou irregularidades no processo de licenciamento. "O MPF entende que a proximidade do leilão teve influxo na aprovação tão rápida. No entanto, essa licença de instalação concedida de modo prévio é flagrantemente irregular", declarou o procurador da República, Antonio Carlos Marques Cardoso.
Segundo Antonio Carlos, o MPF e o MPE querem o cumprimento da legislação constitucional e infraconstitucional que rege a matéria, apenas isso. Para tanto, é necessário que o estudo aponte todos os prejuízos ambientais e sociais que a construção da usina provocará às populações envolvidas, entre elas a de Cutias do Araguari.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

MINHA AMADA ANA GABRIEL ESTÁ DE ANIVERSÁRIO


 
Eu te admiro mulher,
nada te supera ou substitui
pois o sangue que do teu corpo flui,
é o verdadeiro apelo do amor.

Eu te admiro mulher,
em toda a sua anatomia
perfeita com só a luz do dia,
sempre imitada,
jamais igualada.

Eu te admiro mulher,
mesmo que seja por sua vaidade
a mim não importa a sua idade,
desde que saibas me cativar.

Eu te admiro mulher,
que até na sua simplicidade
mostra toda sua feminilidade,
e nos dá o prazer da conquista.

Eu te admiro mulher,
por ser do amor a deusa
consagrada verdadeira costela que nos foi retirada,
por Deus Pai Nosso Criador.

Eu te admiro mulher,
e por ser homem eu te cobiço,
se assim não fosse seria um omisso,
diante do que a natureza nos deu.

Eu te admiro mulher,
e por ser assim seguirei te admirando,
mesmo que ao final dos meus dias
eu os termine lamentando,
por não ter tido o seu amor.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A força de cada município nas eleições 2010

Os eleitores pregaram uma peça nos prefeitos dos maiores colégio eleitoral do Estado. Em Macapá venceu Camilo e em Santana, venceu Lucas.


Desde às 21 horas de domingo, dia 31 de outubro, quando terminou a apuração da eleição para governador do Estado do Amapá e que foi conhecida a votação final que elegeu Camilo Capiberibe para governar o Amapá de janeiro de 2011 a dezembro de 2014, que os leitores estão curiosos para saber os detalhes da votação por município, considerando que, durante a campanha, nada menos que 13 prefeitos declaravam que o governador eleito não levaria vantagem nos municípios administrados por eles.
Algumas declarações criaram um desconforto para alguns petistas que foram surpreendidos por pronunciamentos públicos como foi o caso da prefeita Francimar, de Serra do Navio, filiada ao PT, mas que se rebelara contra o seu partido, integrante da Coligação Frente Popular (PSB/PT) e declarava voto e trabalho para o candidato adversário da coligação, Lucas Barreto.
No final da apuração ficou constatada a vitória de Lucas Barreto no Município de Serra do Navio, obtendo 60,63% dos votos (1.337), enquanto Camilo ficou com 39,37% dos votos (868).
A maior diferença na votação por município foi registrada em Laranjal do Jarí, onde Camilo Capiberibe teve 64,40% dos votos, correspondente a 11.204 votos e Lucas Barreto teve 35,60% dos votos, correspondente a 6.194 votos.
O maior equilíbrio foi verificado em Calçoene onde Lucas Barreto levou vantagem com um placar de 50,93% a 49,07%, o que equivale a 2.224 votos para Lucas e 2.143 votos para Camilo.

MACAPÁ E SANTANAOs dois maiores colégios eleitorais do Estado, Macapá com 243.110 eleitores inscritos e Santana com 63.994 eleitores inscritos, tiveram uma abstenção muito próxima uma da outra - 16,55% em Macapá e 16,29% em Santana -, resolveram pregar uma peça em seus respectivos prefeitos.
Em Macapá onde o prefeito declarou apoio ao candidato Lucas Barreto, quem venceu foi o candidato Camilo Capiberibe; em Santana onde o prefeito declarou apoio ao candidato Camilo Capiberibe quem venceu foi o candidato Lucas Barreto. Esse posicionamento, a dois anos da eleição para prefeito nos dois municípios, pode ser interpretado como um recado que deve ser absorvido e estudado pelos respectivos mandatários municipais.
A vantagem que Camilo Capiberibe obteve em Macapá sobre o candidato Lucas Barreto, equivalente a 20.437 votos, foi decisivo para a vitória do candidato do PSB e suficiente para anular a diferença que Lucas Colocou em 9 dos 16 municípios do Estado onde venceu a eleição.
Em Macapá os 190.581 votos válidos foram divididos entre Camilo Capiberibe e Lucas Barreto da seguinte forma: 105.509 votos para o candidato do PSB e 85.072 votos para o candidato do PTB.
NO FINAL. Depois de apuradas todas as urnas distribuídas pelo Estado foi verificada uma abstenção de 19.46%, o que correspondeu a 81.796 eleitores que não foram votar no dia 31 de dezembro.
Entre brancos e nulos, respectivamente 0,82% e 5,65% dos votos apurados, que chegaram ao total de 338.553 votos, 93,53% foram votos válidos, ou seja, votos dados aos dois candidatos que disputavam o pleito. Camilo Capiberibe ficou com 53,77% dos votos válidos (170.277) e Lucas Barreto, com 46,23% dos votos válidos (146.383).


Fonte Jornal do Dia.

Disputa pela presidência da Assembleia Legislativa já tem seis candidatos

Composição da mesa diretora interessa, diretamente, ao governo do Estado.
Passada a disputa pelo governo do Estado, eis que surge uma nova corrida eleitoral pelo poder político, desta vez, de forma mais interna e sem muito alarde. Trata-se da disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, que até agora já possui seis candidatos.
O número de partidos que concorre à presidência daquela Casa de Leis também é o mesmo. São eles: PP, PDT, PSDB, DEM, PMDB e PSC.
Entre os candidatos que poderão ter seus nomes confirmados para a disputa, estão: Edinho Duarte (PP), Eider Pena (PDT), Michel JK (PSDB), Isaac Alcolumbre (DEM), Dalto Martins (PMDB) e Moises Souza (PSC).
Na teoria, um dos principais critérios para se escolher o presidente do Legislativo é que ele tenha a maioria dos votos dos 24 deputados estaduais. Na prática, esses critérios são outros, passando desde simples conversas a portas fechadas nos gabinetes, até mesmo troca de favores políticos.
Conforme manda a tradição política, quem compõe a maioria para escolher a presidência legislativa é o governador. Hoje, o governador eleito Camilo Capiberibe (PSB) já teria a fidelidade de 12 dos 24 deputados estaduais. Isso significa que, se for confirmada tal proporção, ele poderá apenas conquistar mais um voto e indicar o presidente daquela Casa de Leis.
O que isso vai significar na prática para o chefe do Executivo? Ele terá o apoio da maioria na votação de projetos e leis que enviar ao Legislativo, que tem como função aprovar leis e também fiscalizar as ações do governo do Estado.

Cartada - Um outro nome que pode surgir e aumentar ainda mais a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa é do deputado estadual Balieiro, militante do PSB, eleito no primeiro turno das eleições.
Apesar do nome de Balieiro não estar sendo cogitado nos bastidores políticos, ele mesmo já se colocou à disposição para disputar a mesa diretora, o que, sem dúvida alguma, será um grande trunfo na manga para a composição da presidência daquela Casa de Leis.